Mayara Wal
25/02/15

Design e as cópias

“Nada se cria, tudo se copia” parece uma frase boba, mas vivemos envoltos nesse conceito há tempos. Como seria se as indústrias fossem proibidas de reproduzir peças de design antigas? No Reino Unido isso se tornará realidade em 2020.

Foi aprovada uma lei que aumenta o tempo de proteção aos direitos de patente de produtos de design assinado, que atualmente é de 25 anos, para 70 anos após a morte do designer. A lei que entrará em vigor em abril de 2020 dá aos produtos industrializados como mobiliários, luminárias e jóias os mesmos direitos de proteção intelectual de livros, músicas e peças de arte.

A justificativa dada pela ministra de propriedade intelectual Lucy Neville-Rolfe é que precisam dar espaço e incentivo para os designers criarem porque hoje, no Reino Unido, se perde os direitos autorais depois de 25 anos se o produto for produzido em massa, o que segundo ela é injusto comparando-se aos direitos de outros ramos artísticos. Ela acredita que quando a lei entrar em vigor irá recompensar os designers britânicos e incentivar uma nova geração a inovar e crescer.

Enquanto o lado das grandes marcas de design assinado como Vitra, Fritz Hansen e outras incentivam a aplicação da lei o mais rápido possível, empresas que vendem réplicas como a Voga, querem mais tempo. Ouvindo os dois lados, o governo resolveu adiar até 2020 a aplicação da lei, dando tempo para adequação das empresas. Tony Ash, da Vitra, afirma que as empresas como Voga estão acabando com a criatividade da indústria, em resposta Chris Diemer, Voga, diz que eles disponibilizam bons produtos de design a preços acessíveis.

É um tema que ainda vai render muito debate!

Via Dezeen